O meu verde brilhante voltou!!
Não está igual ao que era antes, mas pelo menos, é
o meu verde brilhante.
Registrado no diário da Doutora às 18h57
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Sábado, 03 de abril
3abril
Já
era noite. A Doutora voltava ao laboratório, pensando
sobre o passado, que retornara ao presente. Distraída em seus
pensamentos, ela não viu que um vulto vinha em sua
direcão:
- Ora, ora, Doutora... Que
bom que nos encontramos mais uma vez -
diz o inspetor.
-
Por favor, inspetor. Está tarde e eu preciso ir. Podemos
conversar outro dia - disse a Doutora, sem olhar direito para o
inspetor e tentando desviar de seu caminho.
- Mas por que a pressa? Eu
só preciso fazer algumas
perguntas...
- Já disse que não
sei de nada sobre o tal
jornalista. Posso ir agora? - disse a Doutora, agora encarando o
inspetor com um olhar turvo pela raiva...
- Eu nem toquei no nome do
jornalista, Doutora... mas gostaria de
conversar mais com a senhora, sobre o seu trabalho... Sabe, eu
estava lendo sobre a senhora... Antes a senhora trabalhava com muitos
funcionários.... e não entendo por que agora, no auge de
sua carreira, insiste em trabalhar sozinha nesse laboratório
tão grande...
- O senhor já falou demais.
Tenho que ir! Boa noite, inspetor -
disse a Doutora, de forma áspera, deixando sozinho o inspetor.
- "Que mulher mais estranha, preciso
saber mais sobre ela...", pensou.
E calmamente acendeu seu cigarro,
seguindo na direcão contrária.

Horas depois, em seus aposentos, a
Doutora tentava dormir...mas era em vão... Flashes do acidente povoavam sua
mente. Assim como a imagem do inspetor, na rua escura, perguntando
sobre o seu passado...
"Esse homem ainda me causará muitos problemas...." -
suspira a Doutora.
(Aposentos,
Flashes (vocês repararam que está em itálico?
tão chique!),... adoro palavras diferentes. E reticências.
Adoro reticências. Em compensacão, estou com falta de
cê-cedilha e sou muito preguicosa para ficar copiando e
colando cê-cedilhas de algum outro lugar... Ai, ai...Meu
reino por um cê-cedilha!)

SESSÃO
TUBO DE ENSAIO
-
SOLUCÕES PRÁTICAS PARA A VIDA COTIDIANA -
Não
adianta ficar olhando. Enquanto você olhar o leite não
ferve. Em compensação
basta voce virar as costas que, na hora, o leite ferve e derrama.
Face a isso,
fiscalize o leite de costas, mas olhando com um espelho .
Registrado no diário da Doutora às 05h56
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Quinta-feira, 01 de abril
Olá. Bom, apesar deste ser
um blog, não sei se perceberam que não há muitas
coisas pessoais... Aliás, quase nada. Nem meu perfil eu coloquei
(O fato dos personagens não terem nome foi mera
coincidência...não consegui pensar em nenhum nome para
eles e escrevi a primeira estória desse jeito, pensando em
pôr nomes depois, mas aí...acabei gostando assim sem nomes
mesmo)...
Mas voltando ao que eu dizia,
hoje acordei e resolvi escrever algo pessoal aqui. Há alguns dias, estranhamente sonhei
com alguém que eu nunca "vi" antes. E essa pessoa, no meu sonho,
chorava. Até aí, nada demais... mas um dia depois, eu
"vi" que a pessoa realmente chorava. Por que eu comentei isso aqui, e só
hoje, no blog?? Não sei... mas somente hoje eu acordei achando que eu tinha que
escrever. Acho que eu peguei muita friagem na
cabeca... P.S.: Não se preocupem, isso não ocorre com freqüência.
Vou deixar de papo e vamos
voltar ao laboratório:
2abril
- Eu não sei do porteiro. Tem
dois dias que não o vejo. Ele deve estar doente -
respondeu o assistente ao inspetor.
- Ok, rapaz. Se o vir, entregue esse
cartão a ele e peça para ele entrar em contato. A
propósito, a Doutora está aí? Queria dar umas
palavrinhas com ela…
- Ela está fazendo uma
experiência muito importante agora, acho melhor o senhor voltar
depois.
- Como sempre…Tudo bem. Diga a ele que
estive aqui – responde o inspetor, acendo um cigarro e indo
embora.
O assistente começa a juntar
as coisas… afinal, ele sabe sobre o segredo da Doutora.
- Doutora… o inspetor esteve aqui
há pooucos minutos… Por acaso, aquele jornalista desaparecido
esteve aqui? – responde o assistente, torcendo para ouvir uma
resposta negativa.
- Sim, esteve… e talvez eu não
precise te dizer o que houve… - diz a Doutora, cabisbaixa e sem olhar
para o assistente.
- Oh, não… aconteceu o que eu
estou pensando?
A Doutora não
responde, mas seu silêncio a denuncia.
- Tudo bem,
Doutora… nós vamos conseguir dar um jeito nisso. O inspetor veio
aqui pra falar com o porteiro, ainda bem que ele não veio hoje,
pois precisamos avisar a ele que…
Levantando
a cabeca, lentamente, a Doutora olha para o assistente, com o mais
terrível olhar de culpa. A cumplicidade do assistente com a
Doutora o faz entender o que aquele olhar quis dizer. O assistente fica
atônito…E percebendo que ele entendeu, a Doutora tenta explicar o
inexplicável:
- Ele viu… Ele viu… Eu não
pude fazer nada…
Após alguns minutos de
silêncio, o assistente a consola.
- Não
se preocupe. Eu vou jogar as evidências fora… Estão
lá em cima?
- Sim, estão. Obrigada…
preciso andar um pouco para espairecer…

Hoje havia muito lixo tóxico
pra jogar fora…Foi preciso um container maior…
Conteúdo
do lixo: ”Piadinhas que me
matam de desgosto”
O que um
cromossomo falou pro outro?
Resposta: Cromo
somos bonitos!
Como as enzimas
se reproduzem?
Resposta: Uma
enzima da outra.
O assistente jogou ”outras coisinhas” no
lixo também…
Registrado no diário da Doutora às 18h24
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"Isso não pode mais acontecer!
Dois inocentes... " - pensa a Doutora. "As coisas não podem mais
fugir ao meu controle. Maldito dia em que tudo aconteceu...".
Transtornada com os acontecimentos, a Doutora pega seu casaco e vai
andar pelos caminhos escuros da vida para pensar um pouco...
Enquanto isso...
- Ela só pode
estar envolvida... - Balbucia o inspetor, rabiscando em um
papel tudo que leva à essa suspeita sobre o desaparecimento do
jornalista - "Ela estava muito nervosa quando a perguntei
sobre o jornalista. E além do mais, o motorista do
táxi o viu entrar, ficou esperando mais de duas horas e ele
não saiu. Alguém mais deve ter visto o jornalista
entrar naquele prédio. Mas quem? Sim, o porteiro...o
porteiro... é óbvio. Ele deve ter visto o jornalista
entrar no laboratório... ele pode me dar mais informacões
sobre isso. Preciso falar com esse homem agora".
Antes de
apresentar a mais nova sessão no meu blog, gostaria de agradecer
todos os blogueiros que passaram por aqui nestes cinco dias de
criacão (continuo com problemas no cê-cedilha) e visitaram
o meu recém-nascido. Até os mais famosos estiveram aqui.
É uma honra recebê-los e sejam sempre BEM-VINDOS AO LABORATÓRIO!
Esta nova sessão é
baseada em fatos reais, na minha frustracão por alguém
ter pensado antes de mim as coisas mais legais(algumas bem estranhas)
que eu já pensei.
TUDO O QUE
VOCÊ GOSTARIA DE DIZER,
MAS
QUE ALGUÉM
DISSE ANTES DE VOCÊ
" Galinha é
só um meio de um ovo fazer outro ovo"
(Dito por Samuel
Butler e invejado pela Doutora)
Registrado no diário da Doutora às 17h57
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Quarta-feira, 31 de marco
SESSÃO
TUBO DE ENSAIO
- As
descobertas que revolucionarão o mundo -
Descoberta de hoje: "Manga com
leite não mata".
(A Doutora)
Já era
tarde da noite... o porteiro estava indo embora quando recebeu uma
encomenda para a Doutora. Ele nunca havia estado na parte de cima do
Laboratório, onde a Doutora realizava seus experimentos, mas
naquele fatídico dia, ele resolveu subir, afinal, anos e anos
trabalhando ali, não haveria nada demais... Lêdo engano...
-
Doutora, Doutora! - gritou o porteiro - "Onde ela está?
Sair, ela não saiu...só se já foi se recolher",
pensou o pobre homem, sem saber o destino terrível que o
esperava.... "Acho que eu vou deixar esse pacote aqui mesmo e
amanhã eu entrego pra ela... Aah, peraí, dá pra
ver uma luz acesa por debaixo daquela porta. Ela deve estar lá".
O porteiro bateu... ninguém respondeu... E infelizmente, ele
resolveu abrir a porta...
-
Ma...ma...mas... o que é isso? Oh, meu Deus!!!!!!
Nã...nã.. não... não se aproxime de mim,
eu não... sabia... eu não.. AAAAHHHHHHH!!!
E um silêncio reinou novamente no
Laboratório...
(Mais uma expressão que
eu sempre quis usar: foi se recolher... tão antiga, mas
tão sublime...)
Registrado no diário da Doutora às 03h16
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Terca-feira, 30 de marco
O laboratório
da
Doutora é um prédio velho, quase abandonado, que a
Doutora ganhou devido ao seu prestígio na área
da ciência, há muitos anos... antes do ACIDENTE acontecer.
Com a Doutora, trabalham apenas um porteiro e um ajudante, que é
o único que sabe sobre o segredo da Doutora.
Ao lado
do laboratório,
fica o cemitério... onde a Doutora, todas as noites, vaga
velando os mortos e, às vezes, conversa com o coveiro
responsável. Algumas noites,
é possível ver a Doutora vagando, sempre com seu jaleco
branco, por
um caminho escuro, próximo ao cemitério, onde
também são vistas algumas criaturas da noite . Em seus
raros momentos de folga, a Doutora delicia-se lendo as notícias
do jornal. mas nem todas as notícias são boas...
JORNALISTA CONTINUA DESAPARECIDO
Corpo encontrado pode pertencer a jornalista
Inspetor tem suspeitas
-
"Droga!"
-
Ainda não esquceceram essa história... Ha ha ha ha...
mas pelo menos estão na pista errada... tenho certeza que
não vão encontar nenhum corpo... - e com um sorrisinho
irônico, a Doutora foi para seus aposentos...
(Aposentos... acho essa palavra
tão chique! É uma das palavras que eu sempre quis usar)
Vamos trabalhar um pouco: O lixo
já está cheio denovo...
Conteúdo do lixo:
"piadinhas de médico"
O que é um pontinho
marrom no pulmão?
Resposta:
Uma brownquite
Registrado no diário da Doutora às 02h28
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29/03
- Bom dia,
doutora!!
-
Até que enfim, há quanto tempo... Pensei que havia
desistido de trabalhar aqui.
-
Foi só um atrasozinho...
-
Sei... - disse a doutora sorrindo...
Ela
tentava, mas não conseguia ficar brava com o rapaz. Ele, seu
ajudante, era a única pessoa em quem ela confiava, afinal,
não passava de um menino. E era a única pessoa que
trabalhava naquele imenso laboratório com a doutora.
-
Doutora, hoje quando eu estava vindo para cá, um homem me parou
e me fez umas perguntas sobre a senhora.
-
Que homem??!?! - Estremeceu a doutora.
-
Um tal inspetor. Ele perguntou se a senhora saía muito, como era
o trabalho aqui e se eu tinha visto alguém entrar aqui. Ele me
mostrou uma foto d...
-
Do jornalista???? - completou a doutora
-
Sim!!! Esse cara mesmo. Como a senhora sabe?'
-
Não importa!! Mas o que você disse a ele?
-
Que eu não vi ninguém entrar aqui, que a senhora
quase nunca sai, que no máximo vai ao cemitério aqui do
lado e que trabalhávamos com Engenharia Genética. Ah,
também falei que a senhora mora aqui no laboratório. E
falei que a senhora já ganhou muitos prêmios.
Aliás, doutora, sabe aqueles ratinhos do experim...
-
Tá, tá...depois vc me fala sobre isso - interrompeu
aflita a doutora - O que mais você disse a ele?
-
Só isso, doutora. Depois ele entrou no carro e foi embora.
- Você comentou sobre AQUILO? - murmorou a doutora.
-
Claro que não, doutora. É um segredo nosso.
-
Ótimo... pois você sabe o que pode acontecer se
alguém descobrir a verdade, não sabe?
-
Sei. E não gosto nem de pensar... vamos mudar de assunto. Esse
negócio me assuta... Quando eu entrei, eu vi que o
galão do lixo tóxico está cheio... quer que eu
jogue fora? - disse o rapaz.
- Não. Não mexa lá. Pode deixar que eu
cuido disso. Vá terminar seus afazeres.
Hmmmm.... Preciso jogar o lixo
tóxico fora...
Conteúdo do lixo:
"piadinhas científicas"
O que são dois
pontinhos pretos observados ao microscópio?
Resposta:
Um pretozoário e uma blacktéria.
Registrado no diário da Doutora às 02h59
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SESSÃO
TUBO DE ENSAIO
- As
descobertas que revolucionarão o mundo -
Descoberta de hoje: "Hmmm...
Rato velho não vira morcego".
(A Doutora)
Registrado no diário da Doutora às 17h14
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- Mas, sr.
inspetor, eu
afirmo que nunca vi tal jornalista antes. Não recebo visitas
aqui. Trabalho dia e noite.
- Desculpe a
insistência,
doutora, mas é que o motorista do táxi que o trouxe aqui
confirmou que ele entrou no prédio.
- Ele pode ter
entrado no
prédio, mas eu não o vi. Agora, com licença. Tenho
muito trabalho.
( Ao
dizer iso, a Doutora deu as
costas ao inspetor e retirou-se da sala).
- ”Hmmm… essa
mulher é muito
estranha… nunca sai daqui, não nos olha nos olhos, como se
escondesse algo…”, pensou o inspetor. ”Ufff, mas já está
tarde, amanha eu volto a agir neste caso”.
(Minutos
depois, a Doutora
anda de um lado para outro, preocupada com a presença do
inspetor em seu laboratório).
- ”Espero que ele esteja
desconfiado
de mim, que seja apenas uma investigação de rotina”,
pensou aflita. ”Ele não pode descobrir a verdade… NINGUÉM
PODE DESCOBRIR A VERDADE!”
Bom, eu pensei
em dar um sumiço no jornalista e pronto...
mas pôxa, ficaria fácil demais. Em todo filme tem
alguém que procura pelo desaparecido... Então, resolvi
inserir esse inspetor (vcs perceberam que ninguém tem nome?
É...percebi isso agora... nem eu mesma tenho... Ah...penso nisso
depois). Acho que ainda está cedo para que eu mostre meus
super-poderes ou mostre a criatura que me transformei... (Por falar em
criatura...).
Prosseguindo...
A Doutora precisava de um
álibi para não ser envolvida no desaparecimento do
jornalista... afinal, ele tinha ido ao seu laboratório para
entrevistá-la. Mas que álibi ela poderia arrumar? Ela mal
saía desse maldito laboratório...
- "Já sei...
talvez Solstar possa me ajudar. Não,
duvido...ela não mentiria para o inspetor. Bom, primeiro tenho
que ver o que fazer com as testemunhas que viram o jornalista entrar
aqui: O tal motorista de táxi e provavelmente o porteiro
do prédio... Ah, o porteiro... tem sido tão bom pra
mim esses anos todos... espero que ele não abra a boca,
para que eu não tenha que abrir a minha..." - preocupou-se a
Doutora.
Registrado no diário da Doutora às 05h25
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