Domingo, Páscoa, 11 de abril
Noite do dia seguinte. O assistente estava sentado, ao microscópio, terminando seu trabalho quando alguém bate na porta. "Quem será a essa hora? Logo quando eu tava indo embora...", pensou o jovem. - Boa tarde, rapaz! Eu preciso muito falar com a Doutora - Diz o inspetor, apagando um cigarro na soleira da porta. - Eu não a vi hoje, inspetor. Não sei se ela está. Se o senhor esperar alguns minutos, posso ver se ela se encontra e se pode atender o senhor. - OK. Eu espero - disse o inspetor, adentrando o laboratório e puxando um banco para sentar. E era verdade. O assistente, atolado de coisas para fazer, não tinha se tocado que durante todo dia não havia visto a Doutora. Mas como às vezes ela costumava trabalhar exaustivamente, durante o dia inteiro em sua sala, ele não deu muita importância a esse fato. Após procurar por todo o laboratório, o assistente finalmente volta: - Inspetor, ela não está. Deve ter saído. Às vezes ela costuma andar à noite. - É, eu sei... aliás, já encontrei com ela uma noite dessas, nessa estrada escura aqui atrás. Ela é corajosa em andar sozinha à noite por lá... Muito bem, rapaz, vou dar uma volta para ver se a encontro. Em todo caso, avise-a que preciso falar-lhe com urgência. - Sim, senhor, inspetor. E o inspetor vai de encontro a saída, quando de súbito, vira para o jovem assistente e fala: - Ah! E vê se você limpa aquela gosma amarela que está ali na entrada. Sujei meus sapatos novos... vocês devem ter deixado cair essas coisas nojentas no chão... E o inspetor vai embora. "GOSMA AMARELA!?!?! Do lado de fora!??!?! Não pode ser... ELA saiu... mas como??" - pensa, estarrecido, o assistente. Ao olhar do lado de fora, ele reconhece a tal gosma amarela... Sim, tudo indicava que ELA havia saído, coisa que jamais havia acontecido antes. Em pânico, o assistente grita pela Doutora na vã esperança de ter uma resposta... Silêncio... E pela cabeça do assistente, passa uma única frase: "Oh, meu Deus!"...
SESSÃO TUBO DE ENSAIO - As descobertas que revolucionarão o mundo -
" Se você comer de cabeca para baixo, a comida não vai para o seu cérebro" (A Doutora)
Olá, pessoal!
Antes de tudo queria dizer dizer que estou feliz pela volta de Gódi. Gostaria de dizer também que o Coveiro X
está se superando a cada dia. Parabéns aos dois.
Bom, estou recebendo alguns e-mails de pessoas querendo saber mais sobre mim...
Querendo saber quem é a pessoa "por trás do jaleco" ...disseram que sou muito misteriosa...
então, atendendo a pedidos, a Doutora tira o jaleco:
:o) Beijos a todos!
Registrado no diário da Doutora às 14h19
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Sexta-feira, 09 de abril
Olá!!
Através da
Engenharia Genética, eu tentei desenvolver um lindo coelhinho da
Páscoa que fosse tão rápido quanto um
antílope, mas acho que não deu muito certo...

(Fonte: desconhecida)
Em todo caso, uma Ótima Páscoa para
todos vocês e obrigada por virem aqui.
Sejam sempre bem-vindos ao meu laboratório.
A Doutora.
Registrado no diário da Doutora às 07h41
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Quinta-feira, 08 de abril
Tentando arrumar a sua longa franja que pendia sobre seu olho esquerdo, o assistente vai até o segundo andar e se surpreende ao deparar com a porta aberta... - Doutora... a senhora está aí? - pergunta o rapaz aflito. Um silêncio... alguns segundos que foram como uma eternidade para o jovem, mas que foram seguido de uma resposta. - Sim... - respondeu uma voz que vinha de trás da porta entreaberta. - Doutora?! - Surpreende-se o jovem, pois aquela näo era a voz da Doutora. Colocando a mão sobre o interruptor, o jovem acende a luz, deparando-se com algo que ele já conhecia, mas que entretanto, nunca o havia visto daquela forma... - "Oh ...oh...", balbucia o assistente... Sem mais palavras, totalmente atônito, o jovem dá alguns passos para trás e lentamente fecha a porta... descendo as escadas ainda sem acreditar no que ele tinha visto... Sentando-se em sua cadeira, o jovem ajeita mais uma vez a sua franja, atordoado, sem saber direito se o que ele tinha visto era verdade ou não...

TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE DIZER, MAS QUE ALGUÉM DISSE ANTES DE VOCÊ
"Espada justiceira, dê-me a visão além do alcance!" (Dito por Lion, chefe dos ThunderCats e invejado pela Doutora)
Tá, surtei um pouco... mas quem não surta?
Vou voltar pra história que é melhor...
Minutos depois...
- Doutora, a senhora está bem? - pergunta o assistente ao ver a Doutora descendo as escadas. - Eu não sei te dizer isso... - responde a Doutora - Você viu? - Tanto vi como ouvi... Eu nunca imaginei que fosse viver para ver algo assim... - Nem eu... ELA está evoluindo a cada dia... ELA está desenvolvendo inteligência... Eu preciso dar um jeito nisso antes que eu perca de vez o controle... E falando isso, a Doutora põe seus óculos e seu jaleco, e se tranca numa sala, buscando uma forma de resolver o imenso problema. O assistente então sobe até o segundo andar, e suspirando, limpa os vestígios daquilo que há pouco esteve ali...
Registrado no diário da Doutora às 07h37
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Quarta-feira, 07 de abril
FRAGMENTOS DO
DIÁRIO DA
DOUTORA
(Com medo de que seus experimentos fossem descobertos, a Doutora rasgou seu
diário. Pedaços dele foram recuperados por seu assistente, que, sem que ela
saiba, tenta ajudar a Doutora a reverter o que aconteceu no dia do acidente)
Registrado no diário da Doutora às 03h13
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A Doutora conversa com seu assistente: - Acho que estou conseguindo controlá-la. ELA nunca mais se manifestou. - Sério, Doutora? Isso é um bom sinal! Mas ELA ainda está viva? Quero dizer…a senhora sabe… ELA ainda está aí? - Sim, posso sentí-la. Preciso arrumar um jeito de reverter isso o mais rápido possível, enquanto ELA está assim… - Doutora, hoje quando cheguei, vi o carro do inspetor. Ele veio aqui denovo? - Não… ele não veio aqui… Mas será possível que ele ainda desconfia de algo? Talvez não… Ele deve estar procurando algo pelas redondezas. Você incinerou todo o lixo? - Não, ainda não. Mas está tudo no porão. Ninguém vai até lá…
Lêdo engano…
“Eca!” – pensa o inspetor ao passar pela minúscula janela, suja e repleta de mofo que leva algum ar ao porão do prédio do laboratório. “Acho que estou ficando louco… em todos esses anos e nunca fiz nada assim… sem mandato, sem nada, entrando num porão de um laboratório para procurar não-sei-o-quê… mas já que estou aqui… não custa olhar”. Acendendo seu isqueiro, o inspetor começa sua caçada ao desconhecido… olha o lixo comum, olha as caixas de papelão, olha o incinerador, olha o lixo tóxico… nada interessante… apenas uma gosma amarela no chão, que pinga de um dos sacos de lixo devidamente identificados com o símbolo do risco biológico. Para o inspetor, nada estranho… afinal, aquele lugar era um laboratório. Desanimado e quase arrependido de estar ali, o inspetor sobe em umas caixas para poder alcançar a janelinha, pensando apenas em chegar em casa e tomar um longo banho. Ao subir nas caixas, uma delas tombou, e consequentemente, o inspetor também. Xingando todas as palavras de baixo escalão que ele conhecia, o inspetor começa a juntar o conteúdo da caixa, quando vê umas fotografias rasgadas. “Coisinhas feias essas com que Doutora trabalha aqui”, pensa ao ver uma foto, sem saber que, naquela foto, escondia-se parte do mistério da Doutora. E já que era lixo mesmo, ele resolveu levar como recordação de sua aparentemente frustrada investigação.

Registrado no diário da Doutora às 03h10
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Segunda feira, 05 de abril
5abril
- Coisas velhas, inspetor. É
isso o que tem lá em cima. O senhor sabe, aqui é um
laboratório muito grande, há muitos equipamentos, muitos
deles estragam com o tempo… tenho que pô-los em algum lugar. Pus
lá em cima - disse a Doutora, da maneira mais dissimulada
possível.
- Ah, sim… Bom, Doutora,
foi um prazer conversar com a senhora. Espero vê-la mais vezes -
despediu-se o inspetor.
- O mesmo - respondeu a
Doutora, por educação apenas.
"Acho que agora ele me deixa
em paz", suspirou aliviada a Doutora.
"Essa mulher me intriga, mas
tenho que me concentrar no trabalho", pensou o inspetor, e, como
sempre, acendendo mais um cigarro, foi de encontro ao cemitério…
"Mas por que eu tenho a impressao que ela sabe de alguma coisa?",
continuava a pensar…
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FRAGMENTOS DO
DIÁRIO DA
DOUTORA
(Com medo de que seus experimentos fossem descobertos, a Doutora rasgou seu
diário. Pedaços dele foram recuperados por seu assistente, que, sem que ela
saiba, tenta ajudar a Doutora a reverter o que aconteceu no dia do acidente)
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Conteúdo do lixo:
Mais malditos pontinhos - E cada dia pior...
O que é um pontinho azul lutando artes marciais?
Resposta: é O Bluece Lee.
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TUDO O QUE
VOCÊ GOSTARIA DE DIZER,
MAS
QUE ALGUÉM
DISSE ANTES DE VOCÊ
(Hoje, sem a cara de raiva)
"Divirta-se. Se você não pode se divertir, divirta alguém"
(Escrito por
Jack Schaefer, e seguido pela Doutora)
Registrado no diário da Doutora às 18h48
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Domingo, 04 de abril
4-5abril
O
mal-estar da Doutora perante o inspetor poderia levantar mais
suspeitas sobre ela. Pensando assim, a Doutora decidiu convidar o
inspetor para visitar o laboratório. Marcou com ele à
tarde. Ao voltar do porão, onde foi deixar o lixo, a Doutora
depara-se com aquela imagem na escada: Sentado, com
as dedos entrelaçados, as meias brancas aparecendo,
lá estava o
inspetor, sorrindo.
-
Boa tarde, Doutora! Bonito jaleco!
- Por que o senhor entrou sem avisar?
- A senhora deveria colocar um outro
porteiro... aliás, aonde
está aquele senhor que trabalhava aqui?
- Não sei, inspetor. Talvez ele
tenha cansado de trabalhar aqui. Mas o senhor deveria ao menos tocar a
campainha antes de entrar.
- Desculpe, Doutora. Foi seu assistente
que me deixou entrar. Isso não vai mais acontecer. Obrigado pelo
convite para vir aqui.
- Preciso falar com ele sobre isso...
Mas, faça logo suas perguntas, já que o
sehnor vem me incomodando há
tanto tempo com isso...
- Doutora, Doutora.... a senhora nunca
sorri?
- Se o senhor veio para falar da minha
vida pessoal, eu gostaria
que o senh...
- Perdão, perdão... vou me
deter a assuntos
profissionais. A senhora sabe do desaparecimento do jornalista, que
segundo informações, teria vindo uma noite aqui
entrevistá-la. Uma testemunha afirma tê-lo visto
entrar aqui no prédio.
- Mas eu não o vi.
Talvez ele tenha entrado no
prédio, e saído logo em seguida... algo pode ter
acontecido a ele...afinal, o senhor sabe que aqui é um lugar um
tanto perigoso... Há um cemitério aqui do lado, e à
noite, o caminho é escuro demais...
- É, talvez eu tenha que sondar
por aí... A
propósito, Doutora... se é tão perigoso,
não
aconselho a senhora a andar sozinha à noite, como ontem.
- Agradeco a preocupacão,
inspetor. Mais perguntas?
- Não, não...acho que vou
indo. Foi um prazer
revê-la, Doutora e obrigado por ter me recebido hoje... A senhora
pode me levar até a porta?
- Sim, claro...
- Laboratório grande esse, hein,
Doutora! - diz o inspetor,
olhando cada detalhe do laboratório - E a senhora aqui,
só com um assistente... Hei!!! - diz o inspetor,
acompanhando com os olhos uma escada que leva ao segundo andar - O que
tem atrás daquela porta??
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Impressionante
como a quantidade de lixo aumenta a cada dia...
Conteúdo do lixo:
Piadinhas envolvendo os malditos pontinhos.
O que é um pontinho
marrom no Brasil em 1500?
Resposta: Pedro
Alvares Cabrown.
(Essa é de chorar...
Quem inventa essas coisas??)
Registrado no diário da Doutora às 12h59
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