Quinta-feira, 06 de maio
- Como assim novo
funcionário? Será que A Ameba está por trás
disso, Doutora? – pergunta o jovem assistente.
- Não sei... mas
é possível. Amanhã conversamos sobre isso. Acho
que está na hora de você ir, certo? Eu terei que dormir
aqui no hall , pois não sei o que a A Ameba fez com a chave de
meus aposentos…
- Doutora, a senhora pode
dormir na minha casa… - sugere o rapaz, com um singelo sorriso nos
lábios.
- Obrigada, mas você
sabe que não quero sair daqui… nunca sei quando A Ameba pode
”voltar”.
- Tudo bem então,
Doutora… Boa noite…
- Boa noite. Até
amanhã.
O
assistente então se dirige até a porta, para enfim, ir
para casa após um longo dia... Ao chegar no portão, ele
lembra de algo para perguntar à Doutora. Ele volta ao hall e…
- Oh,
não…você!!! – diz o jovem, após um susto…
- Mais respeito, guri... – grita
A Ameba.
- Desculpe, Senhora Ameba...
mas pensei que a Doutora ainda estivesse aqui.
- Já te falei, guri: EU sou a
parte dominante... A Doutora é efêmera... Agora vai embora
logo, ande...antes que eu me irrite com você! Está na hora
da minha novela...
Com os olhos arregalados, o
assistente não conseguiu acreditar ao olhar a tela da
televisão: Sim, A Ameba assistia a uma novela… uma novela
mexicana…
Mariluce Flávia chega
em casa correndo, esbaforida (com seu cabelo cheio de laquê que
não se move com o vento):
- Mamãe, mamãe,
encontrei o homem da minha vida. Estou apaixonada...
A mãe (que sempre
parece ser mais nova do que a filha)diz:
- Oh, Mariluce Flávia,
mas que bela notícia. Quem é esse rapaz? (Como se a
mãe não soubesse que só pode ser um rapaz rico e
que toda família será contra o namoro)
- Mamãe, ele é
o herdeiro das Empresas Varella-de-Oliveira-e-Castro (Claro, todo rapaz rico e bonito
é herdeiro de alguma empresa...), filho dos patrões da
tia Maria Josefina.
- Mas Mariluce Flávia,
você sabe que não pode namorar esse rapaz... Ele é
muito rico... A família dele não vai te aceitar...
- Oh, mamãe, que coisa
horrível isso que me dizes...
E Mariluce Flávia
corre em direcão ao seu quarto, chorando (Mas como todo
péssima atriz, não escorre uma lágrima sequer)
Enquanto isso, na mansão dos
Varella-de-Oliveira-e-Castro... (Claro, eles sempre moram em uma
mansão), Ângelo Leonardo (com uma cara sem
expressão de galã´em início de carreira),
conta a notícia para o pai:
- Papai, hoje encontrei a mulher dos meus sonhos. E pretendo me
casar com ela (O rapaz sempre quer casar com a moca que ele acabou de
conhecer).
O pai, Aloísio Afonso Varella-de-Oliveira-e-Castro, olha seu
filho com um ar de desprezo:
- Ângelo Leonardo, você sabe que é de meu gosto
que você se case com Victória Hermínia, filha dos
Albuquerque-de-Menezes-Côrtes.
- Mas papai, eu
não a amo... Quero me casar com Mariluce Flávia!
Nesse
momento, a mãe de Ângelo Leonardo entra na sala:
- O que foi que eu ouvi??
Não posso acreditar, Ângelo Leonardo. Aloísio
Afonso, você está ouvindo o que nosso filho está
dizendo? Ele quer se casar com a sobrinha de nossa empregada.
- Ouvi, Rosalva Helena... mas
não foi o fato dela ser a sobrinha da empregada que me
incomoda.. o fato é que Ângelo Leonardo está
prometido para se casar com Victória Hermínia
Albuquerque-de-Menezes-Côrtes, pelo bem das nossas empresas...
(CONTINUA NO
PROXIMO CAPÍTULO)
Registrado no diário da Doutora às 18h51
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maio
Terca-feira, 4 de maio
E aquela luz que o
assistente viu na porta do porão, logo tornou-se
reconhecível. Era o fogo de um isqueiro... que estava sendo
usado para
acender um
cigarro... Sim, era o inspetor.
- O que
você está fazendo aqui,
inspetor? - Diz a Doutora num acesso de fúria.
- Calma,
calma, Doutora. Não vai me dar nem
um boa noite?
-
Não estou a fim de brincadeiras, Inspetor.
Quem permitiu sua entrada aqui? Como o senhor entrou aqui e por que nos
trancou aqui embaixo?
- Vou
explicar, Doutora.
- Fala
logo! - griou o assistente, quase que se
escondendo atrás da Doutora.
-
Rapazinho, vc me respeita...
- Aguardo a
resposta - interrompe a Doutora,
nitidamente irritada.
- Bom, eu
estava passando quando vi um vulto descer
pela escada de incêndio. Pensei que fosse um ladrão. E vi
que o único lugar aonde ele poderia ter entrado era aqui, o
porão... E eu já estive em seu porão uma vez,
Doutora...lembra? Agora está explicado?
-
Explicado, inspetor. Mas de hoje em diante, não entre mais eu
meu laboratório sem minha autorizacão... Quanto ao
suposto ladrão, era eu mesma na escada
de incêndio.
- Por que a
senhora estava descendo pela escada de
incêndio, Doutora?
-
Inspetor, isso não vem ao caso...
acho que agora tudo foi esclarecido, certo? Agradeco sua
preocupacão. Está tarde, e acho
que o senhor deve ir agora.
- Nem um
cafezinho, Doutora? - pergunta abusadamente o inspetor ...
-
Infelizmente, a essa hora da noite, nada posso oferecer-lhe,
Inspetor.
- Tudo
bem... - diz o inspetor - Mas, Doutora... ainda
não entendo por que a senhora desceu pela escada de
incêndio...
- Ela disse
que não vem ao caso! - gritou
mais uma vez o assistente, despertando um olhar fulminante do inspetor.
Após
mais alguns minutos de conversa, a Doutora e o assistente conduzem o
inspetor
até a saída... Antes de ir embora, a Doutora faz uma
pergunta que a estava intrigando:
- Inspetor,
por que o senhor estava por aqui, pelas proximidades ao meu
Laboratório?
- Como eu
disse, Doutora...eu estava passando e a
senhora sabe que ainda investigo o desaparecimento do jornalista... Na
verdade eu queria fazer algumas perguntas ao seu outro
funcionário que me atendeu pelo telefone. Ainda não o
conheco... mas com certeza terei outras oportunidades. E que bom que a
senhora contratou mais uma pessoa. Um laboratório tão
grande.... eu não conseguia entender como não havia mais
gente trabalhando aqui. Bom, Doutora... uma boa noite. Boa noite pra
você também, rapaz. Até mais ver, Doutora...
E acendendo
outro cigarro, o inspetor deixa o
laboratório.
A Doutora e
o assistente entreolham-se: "Que outro
funcionário?!?!?!"
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Rascunhos
dA Ameba

Registrado no diário da Doutora às 18h17
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Domingo, 2 de maio
- Quem está aí? - Gritou o assistente assustado. Alguns segundos de silêncio procederam a resposta... - Sou eu... - Doutora?!?!!?!!?! Mas como????? Eu não a vi descer... - Eu "voltei" a alguns minutos... Desci pela escada de incêndio... A Ameba estava trancada em meus aposentos e não sei onde ela pôs a chave... Mas, enfim, achei alguns rascunhos dA Ameba... ELA está planejando alguma coisa... Vim ao porão para descobrir, talvez houvesse algo escondido aqui, mas não achei nada. Agora vamos, está muito escuro aqui.... - Mas Doutora, a senhora trancou a porta daqui do porão... - lembrou o assistente... - Não...eu não tranquei - disse a Doutora - ... Não foi você???!?! - Doutora... receio que haja mais alguém aqui...
Rascunhos dA Ameba
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Olá... Gostaram do novo template? Espero que sim... pois o antigo, infelizmente, partiu dessa para uma melhor... Um minuto de silêncio pelo meu template antigo, por favor ... ...
Eu estava (ainda estou) tendo uns misteriosos problemas por aqui: Quando eu acesso o blog usando o Netscape, alguns dos textos aparecem sublinhados...Entretanto, isso não ocorre quando eu uso o Internet Explorer... Será isso devido aos olhos vermelhos do Coveiro X? :o)))) E depois de um mês de blog, acabo de descobrir algo horrível: além da minha falta de cê-cedilha, descobri que a letra Q e a letra G minúsculas, na fonte Tahoma, são idênticas!! Como eu não reparei nisso antes? Não estou conseguindo atualizar o blog todos os dias, mas estou tentando o melhor possível. E quando eu não estiver por aqui, vocês podem me encontrar na Liga Extraordinária.Voltando à história agora....
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- Doutora, a senhora está ouvindo esse barulho? - diz o assistente, intrigado. - Sim, estou... mas quem poderia estar aqui? A não ser que seja... - Que seja quem, Doutora? - Esquece... o que eu pensei não poderia descer aqui... - O quê, Doutora??? - Deixa pra lá...É melhor que você não saiba... - Doutora, Olhe!! A porta está se abrindo... E que luz é aquela??????
Registrado no diário da Doutora às 12h43
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