FLASH-BACK: Experimentos Antigos (Parte 1)
Prelúdio para um Crossing
Fazia muito tempo que não voltava a essas páginas tão velhas de minha história, num tempo onde eu não passava de um recém biólogo contratado como pesquisador visitante da antiga Blog-Tech. Foi lá a minha ultima temporada como cientista, antes de fazer minhas malas e seguir meu mundo como um errante simplório. Também, nesse lugar conheci muitos que até hoje são meus considerados amigos.
Estávamos num período ruim na instituição, com muitos projetos paralisados por falta de verbas e um risco de outros tanto estancarem. Tudo isso desencadeou diferentes reações em cada um de nós e lembro-me particularmente de uma em especial.
- Eu pensei que você também havia desistido. – falou a Dra tirando um tubo do banho-maria e olhando-me por cima das lentes.
- Eu, nunca. E deveria entender, Dra, que não são todos que topariam atravessar a madrugada em experimentos. – falei. – Além do mais, depois dessa fase de vacas magras.
- Eu não posso parar toda vez que surgirem reles adversidades. – afirmou a Dra. – E tenho fé que isso tudo vai passar. Esse rapaz que assumiu a direção, aquele do laboratório de Engenharia Química... como é mesmo seu nome? Tolee... Toleezinho... eu tenho fé nele.
- Espero que os financiadores retornem, senão a Blog-Tech vai fechar. – disse enquanto ajudava-a. - Se assim for, eu definitivamente deixo a vida de pesquisador e mudo de direção em minha jornada.
- Então, vai definitivamente assumir esse seu apelido, Senhor Coveiro?! – disse a Dra com um sorriso. – Vou te chamar assim agora.
- Fique a vontade. – Retruquei. – E a senhora, o que vai fazer quando as portas fecharem de vez?
Registrado no diário da Doutora às 17h31
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- Eu?! Vou para outro laboratório. Ou crio o meu. – disse ela decidida e com uma seringa sugou o conteúdo da solução final. – Sei que hoje ninguém está dando valor a meus experimentos, dizendo que é tudo um gasto indevido. Um dia, Senhor Coveiro, você vai ver que isso mudará. E aí todo o meu trabalho será reconhecido.
- Mas se fecharmos mesmo... se não houver financiamento...
- É por isso que quero concluir minhas teorias o quanto antes. Eu gostaria muito que todos enxergassem com os mesmos olhos que eu a necessidade de entender o princípio da plasticidade presente nos organismos mais simples. Não são os unicelulares os grandes sobreviventes de milhões de anos?! Não foram eles os precursores de toda a diversidade existente hoje nos seres vivos, Senhor Coveiro? – ela divagou um pouco lacônica e espetou a seringa contendo a sua substância em um dos coelhos. – Bom, o nosso amiguinho aqui, Mr. Spencer, será o felizardo de hoje. Agora, vamos tomar o nosso café. Mais tarde, voltarei para coletar uma amostra das células do nosso voluntário.
E, assim, deixamos o laboratório, mal sabendo os eventos que nos aguardavam no fim da madrugada.

Continua...
Xiii... O que está acontecendo?! O Coveiro aqui?! Calma, pessoal! A Dra está com problemas e vai ter dificuldades em atualizar seu blog esses dias. Por isso, ela pediu-me para tocar esse lugar um pouco. Pensando no que colocar, resolvi deixar aqui um “FlashBack” que servirá de apoio para o Crossing-Blogs da próxima semana na Lápide. Acho que nem a Dra esperava por essa. Até amanhã...
Registrado no diário da Doutora às 17h30
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Terca-feira, 11 de
maio.
Olá...
Estou tendo alguns problemas no Laboratório (o real).
Literalmente, preciso dormir no laboratório para conseguir
alguns resultados.
Voltarei em breve. Dois ou três dias no máximo
(eu espero...).
Tenho alguns experimentos sinistros para fazer...
Mas se eu não voltar, saibam que uma dessas foram as minhas
últimas palavras:
1 - Alguma coisa
está errada.
2 - porque isto está ficando
quente?
3 - e... mais um pouquinho disso...
4 - por favor!! mantenha este tubo
loooongeeee.
5 - e agora.. agitar isso um pouquinho...
6 - Porque não há nenhum
rótulo neste frasco?
7 - Em qual destas garrafas está
a minha água mineral?
8 - Porque esta coisa está
queimando com uma chama verde?
9 - Acho que derramei alguma coisa!
10 - Primeiro o ácido... depois a
água...
11 - Este é um experimento
completamente seguro.
12 - Oh não! Bécher errado!
13 - O alarme de incêndio
só está sendo testado.
14 - Agora já posso tirar o vidro
de proteção.
15 - Devo mater isso a temperatura
constante de 24 oC... 25, 26, 27, 28....
16 - Pedro, você pode me ajudar?
Pedro? Peeeedroooo?!?!?!?!
Mas tentarei fazer algumas
visitas e responder comentários, se possível.
Ah, os visitante 1575 e 1589 ganharão um
prêmio real! Diretamente da Noruega. O porquê desses
números "quebrados"? Ah, sei lá...só pra inovar.
Beijos a todos e tenham uma
ótima semana.
A Doutora.
Registrado no diário da Doutora às 17h25
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Domingo, 9 de maio.
Dia seguinte... O assistente chega o laboratório... mal colocou as suas coisas sobre a bancada e viu a sombra da Ameba se aproximando... - "Droga!!" - Ele pensa. - Temos muita coisa para fazer hoje! - diz A Ameba. - Como assim "temos"? - diz o assistente. - Olhe na sua mesa!!! -
O jovem rapaz vai até sua mesa... Vê uma lista de afazeres... Ele pensa: "Doutora, "volta" logo...não agüento mais essa Ameba". Entretanto, ao passar os olhos pela lista, o último item chamou a atencão do jovem:
- COMO ASSIM?!?!?!?! - Falou o assistente em voz alta... - EU NÃO VOU FAZER ISSO!!! JAMAIS!! ISSO É TORTURA!!! VOU TERMINAR TODAS AS OUTRAS COISAS E VOU EMBORA!
Passam-se algumas horas...
O assistente termina quase todos os ítens de sua lista... - Finalmente, acabei tudo... essa Ameba vai me matar de tanto trabalho. Agora tenho que ir embora antes que ELA me... O assistente mal pôde terminar a frase... A Ameba já estava esperando por ele... - Você ainda está aí embaixo? Sobe logo, vamos! - Mas isso não faz parte do meu trabalho... - Você está me irritando... Você quer me ver realmente irritada??? - diz A Ameba, com um olhar fulminante... - Não... tudo bem... estou indo... - suspira o assistente, amedrontado com as ameacas da Ameba, mas inconformado com o que terá que fazer... O jovem então sobe as escadas, lentamente, já imaginando o seu terrível destino... Ele então abre a porta dos aposentos da Ameba.... Lá está ELA, sentada, aguardando por ele...
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TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE DIZER, MAS QUE ALGUÉM DISSE ANTES DE VOCÊ
"...guardando as armas nos coldres." Dito por Coveiro X (no crossing-blog de hoje, com o Soldier) e invejado pela Doutora P.S.: Poxa, Xis, eu sempre quis usar a palavra coldre!!! :o)))
(continua abaixo... limite de caracteres excedidos...)
Registrado no diário da Doutora às 13h05
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(Voltando à história)
O jovem assistente senta-se em uma cadeira. A Ameba então liga a televisão... - Não me contrarie novamente, guri. Se eu digo que você tem que ver a novela comigo, é para você ver a novela comigo!!! Eu não gosto de assistir sozinha! Entendeu? E dando um profundo suspiro, a única reacão do assistente foi balancar a sua cabeca, imitando um sim... O último comercial acaba e aquela música brega de quinta categoria avisa do início da novela.
No capítulo anterior, Ângelo Leonardo dá a notícia aos seus pais de que pretende se casar com Mariluce Flávia...
- Ângelo Leonardo, você só se casará com essa tal de Mariluce Flávia se passar por cima de meu cadáver - diz Rosalva Helena (com sua maquiagem aberrante mesmo ainda sendo de manhã). - Mas mamãe... eu a amo! - insiste Ângelo Leonardo. O pai de Ângelo Leonardo, Aloízio Afonso, levanta-se da cadeira irado e grita com o filho: - Nem mais uma palavra, Ângelo Leonardo! (A frase acaba, mas ainda é possível ver os lábios de Aloízio Afonso se mexerem devido à péssima traducão) Você vai se casar com Victória Hermínia Albuquerque-de-Menezes-Côrtes e assunto encerrado!!! Com um ar de revolta (pelo menos deveria ser, mas o ator é péssimo), Ângelo Leonardo deixa a sala onde encontram-se seus pais e vai para fora, pegando seu carro (vermelho e conversível) e sai em disparada (detalhe que os portões estão sempre abertos quando essas cenas acontecem). Enquanto isso, no núcleo pobre da novela (Claro, toda novela mexicana tem um núcleo extraordinariamente rico e um núcleo pobre)... - Abra essa porta, Mariluce Flávia... Não chore por esse rapaz... eu sou sua mãe e estou dizendo isso pelo seu bem! - Oh, mamãe! Deixe-me só! - grita Mariluce Flávia, aos prantos (ou pelo menos essa era a intencão do diretor da novela, mas a atriz também é péssima e não deixa cair uma lágrima sequer). Nesse momento, a campainha toca. A mãe de Mariluce Flávia vai abrir a porta (tá na cara quem é): - Olá, senhora. É aqui que mora uma bela jovem chamada Mariluce Flávia? (Por que eles sempre falam desse jeito?) - É sim...mas quem é você? - Eu sou Ângelo Leonardo Varella-de-Oliveira-e-Castro. (Aí toca aquela musiquinha ridícula de suspense de novela ).(Continua no próximo capítulo)
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Terminada a novela, A Ameba dá uma de suas bizarras gargalhadas:
Com os neurônios ainda em choque e sem entender muito bem o motivo da gargalhada da Ameba, o assistente vira-se para A Ameba, com um ar de interrogacão. A Ameba então responde: - Você viu como Ângelo Leonardo é a cara do inspetor?!!
Registrado no diário da Doutora às 13h04
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