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continuando...

- Nooooossa! Esse galpão daria uma bela boite. - diz a Oculta.
- Ou no mínimo um bar bem maneiro com vários ambientes psicodélicos - completa a anônimA.
- Quem sabe um restaurante? -  Vulto sugere.
- Ah tá! Um restaurante do meio do nada? - a Oculta zomba.
- E uma boite no meio do nada, dá certo? - Vulto retruca.
- Grrrrr...
- Grrrrrr...
- Pois é, pois é, pois é... Mas no momento, tudo o que temos aqui são os equipamentos da Doutora e pó... muuuito pó! - a anônimA tenta mudar o rumo da prosa.

... P L A C ...

- anônimA, pare de mexer nas coisas - Vulto repreende.
- Sempre eu... sempre eu... eu não fiz nada!!!

... P L A C... AAA-A-Aaa-Atchiiiiiim...

- Ahhhh... Tá vendo? - a Oculta diz - Eu bem que achei que a Monga, digo a Ameba, estaria aqui no Lab. Sabia! Estava fácil demais entrar aqui e...
- Oculta, fique quieta! - o Vulto continua - Não é a Ameba. Uma Ameba não espirra... ela não é um ser vulnerável a doenças e infecções ou qualquer outro tipo de...
- Tá, tá tá! - a Oculta interrompeu o Vulto - ... então o que???
- Eu vou lá ver!!! - a anônimA disse já indo em direção ao barulho.
- Vamos todos! - a Oculta segue a anônimA puxando o Vulto pelo braço.

... A-Aaatchim...

- Aha! Peguei você! - anônimA continua - Mas quem, ou o que é você? Será o Fisco? Já sei! A Doc está em dívida com o Leão... tsc...
- errrr... não é nada disso... eu, assim como vocês, vim aqui para me abrigar do frio - respondeu uma voz vindo atrás das caixas.
- E como você sabe que viemos nos abrigar? - questinou Vulto.
- Com o barulho que vocês fizeram ao entrar aqui, fica difícil não saber... - agora a voz estava mais próxima.
- Sei, sei... - a anônimA desconfiada pergunta - e como você conhecia esse lugar?
- Bem, há tempos eu venho estudando o que se passa nesse Laboratório - respondeu o estranho.
- E porque, hein? - a Oculta ergue a sombrancelha esquerda. - O que você quer?
- Por que eu sou amigo da Doutora e descobri que coisas bem estranhas estavam acontencendo aqui. - o estranho tira um caderninho de anotações do bolso.
- Tipo o que? - a anônimA ri - Algum Cassino clandestino? E o pior... sem sermos convidados?
- Não! - o estranho franziu a testa num gesto de reprovação.
- O que têm acontecido aqui? - o Vulto se interessa no que o estranho tem a dizer.
-  É com relação a Ameba. Eu preciso descobrir um modo de desestabilizar as células amebóides que foram injetadas na Doutora e então "trazê-la" de volta, mas o risco de acontecer um "setembruxovi ou um seaquinesseusavaesqui" nas células da Doutora é muito grande, e eu não sei o que isso pode desencadear.
- Mas eu sei! - responde o Vulto estufando o peito.
- Sabe? - perguntaram em coro.
- Sim! - o Vulto começa a explicação - Obviamente se você desestabilizar as moléculas secundárias em conjunto com as da Doutora, com a Ameba sendo a parte dominante, você vai matar não só a Ameba como também a Doc. - Vulto coça o queixo e continua... - Sim, porque agora a Ameba é parte da Doc como se fosse um ser complementar.
- Ahhhh pronto! Agora temos a dupla D&D. - a Oculta interrompe.
- Hã? - a anônimA perguntou atônita - como assim?
- Dupla D&D. O Doido e o Desvairado! - a Oculta dá gargalhadas.
- Logo se vê que isso é uma observação completamente fora de contexto de uma pessoa leiga, que não entende absolutamente nada de ciência. - Vulto responde rispidamente.
- Eu não entendo mesmo. - a Oculta prossegue - Aliás, pra mim isso nunca passou de um papo de doido.
- Hey! Hey! Hey! Vamos parando com essa briga sem propósito, hein meus pudinzinhos? - a anônimA abraça os dois e olha para o estranho... - A propósito, qual é o seu nome mesmo?
- Eu sou o Incógnito.
- Incógnito? Hmmm... - a anônimA se aproxima do Incógnito - Incógnitozinho, meu bem... por acaso você sabe onde fica o quadro geral de força?
- Sei sim. - respondeu sorridente.
- E então???
- Ah sim! Vocês querem ligar a energia, é isso? - o Incógnito questiona.
- ... Esse isqueiro não vai durar a vida toda... - Vulto falou num pensamento solto.
- É por aqui... mas se eu fosse vocês, não acenderia as luzes. - o Incógnito advertiu.
- E por que não? - perguntaram em coro.

 

A seguir mistérios do Lab

By A Oculta™



Registrado no diário da Doutora às 19h36
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